terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Quebra-cabeça



Tornei-me um quebra-cabeça de peças perdidas.
Quebrei meus devaneios e junto meus pedaços.

O eterno bate na porta de um coração árido.
Cumprimenta e se despede como poesias e poeiras.

Logo retorna...
Fingindo que vai ficar.

Carlos Frei

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Silêncio em demasia (Bronze...)


Em meio termo afirmo por inteiro.
Palavras em demasia, num dileto assanho.

Sem ouro,
Sem prata.
Aprendi por terceiros.

Talvez hoje profanei meu quieto acanho.
Muito foco...
Porém, pouco sonho.

Carlos Frei

sábado, 19 de novembro de 2011

Vias de fato


Devaneios em epígrafe.

Pelas dimensões das vias de fato.
Desisti...
Por via das dúvidas.


Carlos Frei

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Cigarro de prosa


Me encanto, por enquanto
Sem rima, sem pranto.
“Prantei” poesia no infinito.

Sem sina, sem canto...
Sempre essa...
Sem sempre.
Sem pressa.


Carlos Frei

Imagem: Caipira picando fumo (Almeida Junior 1893)



domingo, 18 de setembro de 2011

Palavras não férteis.


Soldados ao posto.
Amores apostados (e perdidos).
O copo d’água, Após a tempestade

A poesia, Após o semear, Crescer,
Colher, Matar e Morrer.

(Entenda como quiser. Pois a satisfação foi semeada em um solo não fértil).

Carlos Frei

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Devaneio Daltônico


Num devaneio privado de seus olhos encontrei o oportuno.

Como numa pintura abstrata vista a olho nu...

Sem fosco, sem explicação, sem sentido.

Porém pregada no centro do cômodo principal.



Num gesto plácido e paciente...

Explique-me o sentido de tantas cores...

Pois meus óculos se perderam no sertão que havia por traz deles.


Carlos Frei



quinta-feira, 14 de julho de 2011

Ladainhas


Somos pobres costureiras carregadas de ladainhas...

Até o dia em que o ultimo carretel caia no rodapé do mundo.
E em vão tentamos diariamente recuperá-lo puxando pela ponta da linha. Pois a ponta da língua se calou durante um breve eterno.

Carlos Frei

domingo, 29 de maio de 2011

Árido...


Saber esperar é “simplesmente” ler, interpretar e responder a questão...

Ler é fácil,
Interpretar é quase impossível
E responder é opcional.

É algo vagarosamente semeado em nosso interior árido.
E na maioria das vezes não esperamos brotar e crescer para colhermos os frutos.
Pois na falta de mais esperança comemos as sementes.


Carlos Frei


domingo, 3 de abril de 2011

Colisão de idéias e ideais


Com tiros calamos vidas...
E com palavras renascemos aleatoriamente todo dia.

Troquei meu ideal por uma idéia.
A idéia de um dom teoricamente prático.
Que se tornou uma colisão interior, calando vidas com palavras.

Não aprendemos a escrever poesia,
A poesia nos ensina que tudo está escrito.
Basta ler.

Carlos Frei

terça-feira, 29 de março de 2011

Subnick


Uma geração de leitores preguiçosos
Desviando olhares entediados sobre palavras futilmente formais...

Cordialmente
Ctrl c + Ctrl “vc...”


Carlos Frei
Foto: Google

domingo, 6 de março de 2011

Sonhos Potáveis


E que a chuva passe, e as lembranças prevaleçam
Junto à certeza de que a garoa ou a tempestade voltará...
Para que um dia possamos dizer:

Foram águas passadas...

E que o amanhã se estenda em nossos sonhos potáveis.
Para que felicidade brote em águas futuras.


Carlos Frei
Foto: Google

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Filhos da Fama

No ventre de um mundo intacto,

Às vezes não podemos ver o que está perto...

E às vezes não conseguimos mostrar o que vai longe.


E quando o feto de um dom se manifesta...

O que esta debaixo de nossos narizes é a certeza de ir cada vez mais longe.


A fama não é algo que se conquista.

Somos filhos do talento que cresce a cada dia...

E a fama é algo que está escrito.


Escrito pela conseqüência de um dom maduro...

Que aprende,

Ensina...

E cresce sobre aplausos inevitáveis.


Carlos Frei


(Escrita em homenagem ao grupo de teatro: "Filhos da Fama")