sábado, 10 de julho de 2010

Chumbo e algodão


O peso das palavras é igual pra que ouve e pra quem diz.
Como 1 kg de chumbo e 1 kg de algodão.
O que muda é o volume.

Uns atiram palavras como pequenas balas rápidas e
Precisas...
Outros se defendem com travesseiros.

Assim como os papeis se trocam um dia...
Com os passar dos tempos o que muda são os olhos de que pesa


Carlos frei
Foto: Google

domingo, 20 de junho de 2010

Linha de chegada


Somos escravos de sonhos prazerosamente irracionais,
As vezes sentamos a luz da vida e esperamos ela passar...
E as vezes tentamos apenas viver.

A espera ousada de um motivo pra ir ou pra ficar,
Se ficarmos é porque somos felizes...
Se vamos embora é porque ainda procuramos a felicidade.

O destino avista de longe a linha de chegada...
Mas prefiro dar valor em tudo que encontro até o fim da corrida.


Carlos Frei
Foto: Google

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Orla de contradições


O coração que contradiz o aleatório
É o mesmo coração que escolhe sem citar nomes.

Somos vitimas de nossos próprios dias.
O tempo que passa...
O tempo que se perdeu...
E o tempo que não volta.

A orla que separa vidas e o grilhão que as une.



Carlos frei
Foto: Google

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Cochilo

Da união de detalhes surge o completo
Nunca o perfeito!

Sonhar é necessário...
E acordar pode ser só um grande detalhe

A fé no leve fechar dos olhos,
O cochilo esperançoso que sonha sem agir...
Por quanto tempo nós dormimos?


Carlos Frei
Foto: Google

domingo, 30 de maio de 2010

Respeito


Não sabemos ao certo o que vem depois,
Porém nunca esquecemos que o nosso passado já foi presente.
E se o futuro esta próximo...
Aproveite o que resta dessa longa caminhada.

Não importa se o tempo passou depressa ou devagar...
Sempre teremos recordações que nos rejuvenescem.

Carregamos nas costas uma ou mais vidas,
E a beleza do sacrifício são as rugas repletas de sabedoria.


(Escrita em homenagem ao meu avô)


Carlos Frei
Foto: Google

domingo, 23 de maio de 2010

Escola de sentimentos



Às vezes aprendemos a considerar o silêncio a pior resposta.
É quando a pressão da pergunta se torna cotidiana.


A “escola” que nos ensina tão pouco, mas nos obriga da pior maneira a aprendermos muito...


E depois de muitas e longas aulas a paciência te ensina que tirar conclusões precipitadas é a pior escolha pra quem pergunta.

E pra quem responde...
O silencio pode ou não ser uma boa escolha.
Tudo depende se palavras valem a pena naquele momento...
ou se o silêncio já diz até mais que o necessário.


Carlos Frei
Foto: Google

domingo, 16 de maio de 2010

Café amargo

Hoje a xícara nos serviu de espelho,
O primeiro gole não desceu muito bem...
Mas confundiu o cotidiano.

Males enfeitados de sonhos...
Pesadelos que nos fazer rir...
Medo transparente...
Desafios fáceis.

O café amargo do dia a dia nos mostra quem somos...

A felicidade existe quando se tenta ser melhor sendo você mesmo e cuidando para que seu café seja sempre doce.


Carlos Frei
Foto: Google

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Aplausos




Quando a cortina se abre
O que se vê de cima são expressões curiosas e exigentes seguidas de aplausos educados
E o que se vê de baixo é o medo confiante seguido pela esperança de agradar.

E no final podemos ouvir dois tipos de aplausos;
Aquele que começa por uma pessoa e automaticamente todos acompanham
E aquele que ecoa e interrompe antes mesmo de acabar.

A maior conquista não é o show...
Mas sim descer do palco e se debater com olhares satisfeitos.

Carlos Frei
Foto: Google

domingo, 28 de março de 2010

Portas



Abraçamos a partida,
Mas nem sempre estamos de braços abertos para a volta.
Sentimentos velhos vêm e vão...
O medo ou o desejo de que ele venha e te leve com ele.

Doloroso e sentir o tempo todo que deixou algo importante pra traz.

As palavras que ficam
Junto aos retalhos de vidas antes unidas...

A vida é como uma porta...

Bata algumas vezes,
Certifique-se de que há realmente alguém

E se eu abrir...
Apenas não me perca de novo.


Carlos Frei
Foto: Google

quarta-feira, 24 de março de 2010

Cubo Mágico


O que o sentimento une, nem sempre acaba no fim
Não quando o fim é leviano e desesperado.
Assim como as decisões erradas ensinam...
As decisões certas nos realizam depois de tantas aulas.

Se encontrar em desencontros informais
Se desencontrar em palavras faladas a distancia
Não sabemos ao certo muito menos ao errado
Se o destino nos dá coragem para encarar o novo,
Ou nos dá paciência para não esquecer o sentimento velho.

Talvez o novo me ensinou a ter paciência.

E nesse grande “cubo mágico” em que vivemos...
Cada cor lado a lado já é um grande passo.

Carlos Frei
Foto: Google

terça-feira, 2 de março de 2010

Livro escrito a mão



Minha letra ilegível e desajeitada,
Sentimentos que temem em sair pela boca
E escapam pela ponta dos dedos.

Meu livro começou há algum tempo...
Pensei ser o autor insano,
Mas sou apenas um personagem qualquer.

A vida é como um livro escrito a mão.

Folhas completas de felicidade,
Espaços em branco de indecisões,
Pequenos erros rabiscados de arrependimentos.

Carlos Frei
Foto: Google

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O sono da esperança que sonha em acordar


Meu ronco vago que ecoa em corredores cheios
Cheios de vazio...
Vazios de esperança.

Palavras que parecem curar
Apenas confortam o medo de quem ouve,
E o desespero desperta nos olhos de quem diz.

A melhor parte da boa noticia é a ansiedade de esperar por ela
E recebê-la é só um detalhe rápido.

Carlos frei
Foto: Google